SOMBRAS SOMENTE

26 outubro, 2006
  VANESSA DE OLIVEIRA AINDA É PROSTITUTA
Talvez eu não devesse retornar ‘de profundis’, minha dama.





UMA ADVERTÊNCIA SOBRE O TEXTO

Essa matéria foi escrita vinte dias antes de sua postagem.
O autor estava incerto e temeroso sobre a publicação. Teve mesmo que subtrair boa parte da mesma.
O autor não tem nenhum tipo de preconceito.
Não procura com a matéria, criticar o exercício da prostituição. Critica sim, sua apologia.
Critica alguém querer vender um produto como confiável, quando não é.
O autor possui uma enorme admiração por Madame Pompadour. Uma meretriz de grande reputação e influência em sua época, chegando a ser responsável pelos destinos de seu país, sem nunca precisar mascarar de alguma forma suas atividades.
O autor não utiliza o termo 'garota de programa', porque o mesmo não é encontrado em dicionários.
Ainda quando aplicado na forma de unidade fraseológica ou eufemismo, é inadequado.
Os sinônimos possíveis para o substantivo “garota” são “menina” e “namorada”.
Ora, “menina de programa” ou “namorada de programa”, não são condizentes ou apropriados. O primeiro parece induzir à pedofilia. O segundo deturpa um elemento que tem origem em anseios nobres.
Igualmente, 'programa' não é indicado nos dicionários como prática de fornicação.
O autor não é moralista.
O autor sabe que pouco valerá essa advertência. Vai ser massacrado do mesmo jeito.
Então vamos para a leitura.


_______________


“Nada é o que parece ser, nem Deus” (Érico Veríssimo)



Uma noite dormi numa casa em que houve um assassinato. Tinha treze anos, então.
Estava eu, um garoto meu amigo e seus avós. E quando todos me pareciam já mergulhados no sono, deixei o quarto e silenciosamente desci as escadas em direção a sala de estar, local onde ocorreu o crime.
Ali fiquei durante algum tempo, sentado no sofá sob uma envolvente penumbra.
Sábado passado assisti o “Altas Horas” do Serginho Groisman. Quando acabou o programa me vi transportado exatamente para aquela noite dos meus treze anos.
Estava novamente sozinho e sentado numa poltrona de uma sala mal iluminada onde tinha acabado de ocorrer outro crime.
Porque aquele programa tinha sido mesmo um crime.
O Serginho Groisman e toda a Rede Globo haviam acabado de cometer um crime.
Pois, como pode uma empresa de comunicação em massa, com um programa e um apresentador que possuem um considerável poder de envolver e aliciar a juventude, convidar a Vanessa de Oliveira, ex-prostituta, para descrever casos 'maravilhosos e atraentes' sobre sua antiga profissão a uma platéia que não tinha sequer em sua defesa um psicólogo ou um sociólogo que pudesse apresentar a todos os presentes e aos telespectadores, principalmente aos mais jovens, o outro lado dessa atividade?
Foi um crime mesmo.
O Serginho nessa noite assassinou até mesmo a certa consideração que eu tinha por sua pessoa.
Uma prostituta como principal convidada do programa, descrevendo para os jovens apenas o lado bom de sua antiga ocupação.
Em nenhum momento, podem examinar os teipes, ela discorre sobre prováveis problemas decorrentes da comercialização do corpo. Não fala de milhares de prostitutas espancadas ou assassinadas. Das que são submetidas a atos degradantes contra suas vontades. Das que contraem doenças diversas. Do fim quase certo, de uma velhice solitária e desamparada.
Ali estava uma platéia à mercê de bandidos. E toda uma nação, ouso dizer.
Não tenho absolutamente nada contra as prostitutas. Elas existem desde que o comércio existe e vão continuar por séculos e séculos. E de alguma forma trazem certo benefício a alguns homens.
São elas que oferecem algum tipo de conforto a espíritos solitários ou repletos de desejos incontidos e proibidos em uma sociedade moralista. Que já nem está tão moralista. Mas é e sempre foi uma atividade marginalizada e interessante seria que assim permanecesse. Porque se nela apresentam-se alguns aspectos benéficos, também contêm em sua essência elementos que degradam corpo e espírito. Não é uma atividade para se fazer uma apologia como foi feita naquela noite. Principalmente aos jovens, que, naturalmente, já possuem certa tendência à procura de caminhos menos sinuosos em suas metas.
E aquele programa apresentava um pseudo-sucesso de vida ao recorrer-se de tal profissão.
Um crime.
Ali estavam Serginho Groisman, Glória Maria, uma certa atriz da Rede Globo e aquela garota, filha da magnífica Zizi Possi, entre as personagens de destaque.
A principal era mesmo Vanessa de Oliveira, pois todos estavam embasbacados com sua presença.
Todos pareciam querer formular perguntas apenas a ela, embora os outros convidados também estivessem ali para isso.
Até Glória Maria e a atriz presente disputavam oportunidade de indagações. A menina da Zizi precisou ser contida pelo Seginho na ânsia de ter sua vez.
Não me recordo exatamente da ordem das perguntas e respostas, portanto vou transcrevê-las de forma aleatória e talvez sem muita precisão.
Sobre quantas relações tinha numa noite, ficou esclarecido que por volta de cinco a oito.
Houve risos e suspiros na platéia.
Vanessa, diante tal reação, alegou com certa ironia, algo como um empenho superior que a sua profissão exige: "É, minha gente. Tem que trabalhar".
Fiz rapidamente meus cálculos.
Se ela costuma dizer que exerceu a atividade por quatro anos e meio e como não acredito em dez por cento de suas palavras, jogo aí uns sete ou oito anos de prostituição, já que atualmente ela está com trinta e um anos de idade e dificilmente se começa com vinte e sete.
Numa média, tirada por baixo, de seis relações por dia, mesmo descontando períodos de incapacidade para as relações como época de menstruação ou uma simples enxaqueca, me deparo com o montante de treze mil e oitocentos intercursos sexuais mantidos no decorrer de uma carreira que não acredito muito que chegou ao fim.
Sobre questões como doenças sexuais ou uma inesperada gravidez como o Serginho ousou salientar, respondeu categoricamente que ela e suas colegas de prostituição sempre usam preservativos e chegou quase a afirmar que tais acidentes não ocorrem em sua atividade.
O Serginho ainda ponderou, mas ela manteve sua afirmação.
Gostaria de ter aqui condições de expor um cálculo preciso sobre a probabilidade de não ocorrência de qualquer tipo de evento a uma pessoa que mantém algo em torno de treze mil e oitocentas relações sexuais e todas com homens diferentes, devido a estar protegida por preservativos.
O leitor deve tirar suas conclusões.
Houve risos por todos os cantos, quando ela comentou que às vezes, na falta de dinheiro da parte dos clientes, recorria a pagamentos em valores diversos, e citou o caso de uma noite que transou com vários homens, que só podiam pagar aos seus favores, trocando por certos casacos.
Teve o descabimento de dizer que até convidou suas colegas de profissão a se entregarem em troca de umas peças de roupa que alguns dias depois, verificou, estavam sendo vendidas nas lojas da cidade por trinta e cinco reais.
Foram inúmeros os absurdos de colocações, exemplos e conselhos que ela ofertou a todos naquela noite, mas o que mais me chamou a atenção, ou quando mais fiquei indignado, foi o momento em que ela ensina aos presentes e a todos os telespectadores, técnicas de comercialização dos seus serviços.
Para abarcar todos os 'segmentos' do mercado costumava, ou costuma, não sei, utilizar o recurso de manter vários pseudônimos, aonde em cada um oferecia o mesmo serviço, mas com preços diferentes.
Dependendo do celular que atendesse, podia cobrar cinqüenta, cem ou duzentos reais por umas horas de sexo.
“Marketing, meu amigo”, como ela mesma descreveu com certo tom de deboche.
Fico imaginando os homens que hoje a vêem na TV e que pagaram duzentos por um serviço que para outros, só valia cinqüenta mangos.
Como esses cidadãos devem se sentir agora lesados e humilhados.
E como essa aula foi infame.
Pois nesse momento ela ensina que para ser uma prostituta, a pessoa deve ser desprovida de qualquer tipo de ética e não ter a menor consideração por seus prováveis clientes. O que não é verdade. Prostitutas também possuem ética e respeito.
O próprio corpo não tem valor algum. O valor é de quanto o cliente pode pagar.
E ensina isso aos jovens.
Debaixo do aval do Serginho Groisman, da Glória Maria, de toda a direção do programa e da própria Rede Globo.
Lembrei meus treze anos.
Na minha sala, findo o programa, parecia mesmo que também tinha ocorrido um assassinato.
Fiquei andando pelo corredor escuro que leva da sala à cozinha.
Não sei por qual motivo, lembrei por uns instantes das antigas arlequinadas.
Depois me vi defronte ao computador, procurando descobrir um pouco mais sobre essa Vanessa de Oliveira.
No seu site pude ler trechos de “O Diário de Marise”. Páginas pinceladas de estrume para um leitor sedento de relatos sensuais da pior qualidade.
Não quero nem analisar questões puramente acadêmicas na elaboração de uma obra escrita, pois, embora ela se intitule atualmente como escritora, e tem obtido mais sucesso comercial, tenho que admitir, que muitos que se prepararam para essa função, não tem conhecimento sequer para escrever uma lista de compras de supermercado sem incorrer em diversos erros gramaticais.
Outro dia, em um programa de entrevistas de um canal de TV, ela ousou dizer que um homem busca uma prostituta devido a monoteniedade em casa.
Monoteniedade.
Minha nossa!
Não tive o atrevimento de procurar a palavra no dicionário.
Certamente ela queria dizer 'monotonia'.
Alguns dias depois, passei rapidamente pelo seu blog.
Puro lixo. E o pior. Lixo admirado e exaltado.
Um certo T. M. comenta em uma de suas postagens, que “ela é um exemplo para uma nação inteira”. Que está ansioso para ler o livro e ter “uma aula de sabedoria, garra, personalidade e autoconfiança”.
Imaginei um apocalipse surgindo de forma delicada e meiga, diferente do estrondoso de que falam os livros proféticos.
De repente me deparo com um capítulo em que ela confessa envolvimento sexual com menores de idade e se dispõe a atender as necessidades de um garoto de treze anos que ainda não havia se iniciado em relacionamentos puramente carnais.
E procura escrever tal barbárie como se isso fosse uma das coisas mais benéficas e naturais que uma prostituta pode fazer.
O fim do mundo chegando sorrateiramente.
Uma pessoa se atreve a incidir sobre um crime previsto no Código Penal e até no Estatuto da Criança e do Adolescente, com a certeza de que as autoridades constituídas jamais vão se incomodar com uma ex-prostituta que se transformou em escritora renomada, por causa de um deslize desse porte.
Um crime de pedofilia, formação de quadrilha (contava com o apoio de terceiros) e apologia ao sexo com menores de idade.
O fim do mundo chegando de forma silenciosa e traiçoeira.
Vanessa de Oliveira, o novo fenômeno da mídia nacional.
Vanessa de Oliveira, a mais nova conquista da Literatura.
Vanessa de Oliveira, a palestrante da modernidade.
Sim, porque agora ela se dignou até a dar palestras.
Autarquias como o Senac de Blumenau, com tanta coisa útil a oferecer aos seus associados, resolve contratar essa distinta personalidade para transmitir seus conhecimentos na área da sexualidade, da profissão do sexo e orientações em Marketing.
Vejam fotos de sua atuação como conferencista, em seu site.
Talvez os sexólogos formados devessem se tornar prostitutos, visto que estão perdendo espaço para quem conhece ou exerce tal atividade.
Fico imaginando como ela orienta o seu auditório quando o assunto é envolvimento sexual com menores.
O Armagedon.
O Armagedon que não acontece, como previsto, no vale do Monte Megido, mas em todas as planícies universais.
Eu sozinho em meu quarto, ouvindo as trombetas do apocalipse. Mas não são enervantes como citam os escritos bíblicos testamentários. As trombetas ecoam com sons enaltecedores e místicos como o som da música de Debussy.
A mediocridade vencendo a beleza.
A mediocridade vencendo o homem.
Chitãozinho e Xororó vendem mais que Pavarotti.
No orkut, a comunidade “Eu Odeio Acordar Cedo” tem quase três milhões de membros. “Mitologia Romana” tem dois mil e seiscentos participantes.
Bruna Surfistinha vende mais que Marçal Aquino.
A verdade se esvaindo como fumaça ao vento.
Fecho então todas as janelas de meu quarto agora escurecido.
Vou desesperadamente impedir a sua dissipação.
A verdade não poderá me escapar, como água que escorre entre os dedos.
Prendo-a totalmente em meu espírito e pergunto sobre o que ela pode me revelar.
Um pouco indócil a princípio, logo vai tomando aspectos mais receptivos, e depois de algumas carícias me sussurra: _Vanessa de Oliveira ainda é prostituta.
Como pareço não entender, ela repete em tom lânguido; _Vanessa de Oliveira ainda é prostituta.
E então todo o meu ser se ilumina.
Meu riso transborda pelo quarto agora iluminado pela minha mente.
Sim, ainda é.
Apenas mudou o seu produto de comercialização.
Já não vende mais o corpo. O corpo cansado que logo abrirá as portas da senilidade.
Agora ela vende algo bem mais precioso.
Vende a própria alma.
Porque é prostituição escrever livros que incentivam pessoas a uma atividade que está longe de parecer como a descreve, apenas no intuito de obter recursos para a sua manutenção.
É a prostituição da alma.
Porque é prostituição querer destruir o sentido de integridade física e moral dos jovens.
Porque é prostituição utilizar estabelecimentos que deveriam se ver voltados ao benefício público, para palestrar sobre assuntos como a venda do corpo.
Porque é prostituição arregimentar apresentadores de programas televisivos, editores de obras literárias, comerciantes ambiciosos, para a divulgação de uma obra que em nada ajuda a engrandecer o espírito humano.
Porque é prostituição não ter sequer a consciência moral de alertar a todos que a escutam ou lêem, sobre as reais possibilidades de contaminações extremamente nocivas, como doenças venéreas, entre outras, levadas a lares sadios apenas para não macular sua imagem.
Porque é prostituição querer passar uma idéia totalmente infame, como se fosse um produto de primeira linha. Vender gato por lebre, como diz o ditado.
Porque é prostituição querer transmitir a suposição de que uma meretriz aposentada deva ser encarada a partir do abandono do ofício, como alguém que tem muito que oferecer à sociedade por ter sido o que foi.
Vanessa de Oliveira ainda ganha a vida de forma fácil, sim.
Vanessa de Oliveira ainda continua se prostituindo.
E na tentativa desesperada de ainda conseguir se manter no exercício de sua labuta, a terceiros ameaça prostituir.
Ameaça prostituir os jovens seduzidos por uma falsa imagem de atividade rentável e repleta de “glamour”.
Ameaça prostituir as Letras e a Ética.
Ameaça prostituir a Psicologia, a Sexologia, o Marketing e o Código Penal.
Ameaça prostituir a família brasileira.
Ameaça prostituir a tudo e a todos.
O pano cai.
Uma envolvente serenidade acomete agora o meu ser.
Esparsos trovões indicam chuva iminente.
Abro então a janela do meu quarto e indago num murmúrio às paredes:
_Verdade, você ainda está aí? Agora, se quiser, pode sair.
.
.
AGORA MINHAS EXPLICAÇÕES E DESCULPAS, ENTÃO.
.


Na última quinta-feira (26 de outubro) ousei publicar e divulgar uma matéria cujo título, “Vanessa de Oliveira ainda é prostituta”, causou certa polêmica entre alguns usuários do Orkut.
Embora eu tivesse feito uma análise das conseqüências que o texto poderia oferecer como resultado negativo à minha pessoa, foi com admirável surpresa que verifiquei no balanço final, que houve mais críticas positivas que o inverso.
Manifestações de apoio foram mesmo superiores ao repúdio.
Claro que recebi vários scraps, devidamente apagados, de alguns usuários aconselhando-me a “tomar no c...”, embora sem nenhuma informação sobre o que eu deveria tomar nesse lugar.
Igualmente em minha caixa de mensagens e de emails no Yahoo.
Também fui expulso de várias comunidades que interagem no Orkut. Tudo bem, pois em contrapeso recebi vários convites, dirigidos de forma pessoal, de diversos donos e mediadores, oferecendo-me carinhosamente o uso do espaço de tópicos de suas comunidades, e aproveito para agradecer a todos, e especialmente a Samara de “As Quatro Faces”, e ao jovem casal Felipe e Fran que administram diversas comunidades.
Como disse, houve bem mais apoio que repúdio. O que não me dispensa agora, de solicitar desculpas aos fãs da escritora Vanessa de Oliveira, que de alguma forma, sentiram-se agredidos com a matéria.
Posso assegurar a esses que a intenção do texto foi puramente combater a falsa idéia de que a prostituição é uma atividade digna de ser propagada e quase aconselhável o seu exercício, conforme tem claramente demonstrado a tal escritora.
Jamais quis atacar diretamente seus fãs. Cada um deve admirar o que acha digno de tal sentimento.
Há muito que a prostituição não é considerada crime. E o suicídio nunca foi.
Só comete suicídio quem quer. E esse é um direito, tal qual se prostituir, inalienável por si só.
Contudo, o incentivo à prática desses atos, é sim previsto como infração ao nosso Código Penal.
Claro que as autoridades não tem porque agir, quando são cometidos por elementos que passaram a adquirir notoriedade dentro das esferas da mídia, se o leitor puder me desculpar por isso.
Explicar o motivo da publicação do texto?
Imagino a humanidade como um rebanho guiado pelo pastor e auxiliado na sua condução por cães treinados para isso.
O pastor é o Destino. Rejeito aqui a suposição de entidades divinas, pois isso furtaria a pregação do livre arbítrio.
As ovelhas são os homens guiados por seus destinos.
Observem que nessa caminhada, as ovelhas vão à frente e o pastor sempre atrás. O que dá uma leve sugestão de que o comando pode não ser exatamente de quem guia, ou que pode ser alterado por uma das partes.
E quem são os cães de guarda que ladram furiosamente durante toda a caminhada em volta do rebanho, procurando-os manter numa trajetória supostamente desejada?
São os ‘formadores de opinião’. Elementos fundamentais no ‘avanço’ da humanidade.
Eles são quem nos empurram com seus latidos incomodantes na formação de nossos espíritos.
É a Rede Globo, Vanessa de Oliveira, nossos ídolos...
E ousei ser também um desses cães ao escrever a matéria.
Tentei com meu solitário ladrar, principalmente aos jovens, impedir essa caminhada de destino incerto e provavelmente nefasto.
Mas sei que meu latido foi quase imperceptível.
A matilha em que por alguns momentos procurei me opor, é absurdamente maior.
Vanessa de Oliveira continuará a vender seus livros e escrever outros.
Eu?
Vou contentar-me em ter sido por alguns instantes Amadis de Gaula percorrendo com seu fiel escudeiro, Ardián, nos tempos românticos da cavalaria, florestas espanholas, em busca daqueles que talvez estejam ameaçados por monstros pavorosos.
Se valeu a pena?
Não sei.
Sei que coincidência ou não, o “Altas Horas” desse sábado, o primeiro que sucedeu à matéria, não apresentou nenhum entrevistado passível da menor crítica. Nenhuma atriz de qualidades físicas deslumbrantes, mas sem muito a oferecer até mesmo em sua própria arte. Nenhum rosto apenas bonitinho. Nenhum deslize dos convidados como aquele cometido pelo artista e cônjuge daquela atriz que fez o papel principal na minisérie “Anita”, que teve o descabimento de dizer que quem nasce no Peru é perunista.
Muito pelo contrário. Encontravam-se ali à disposição das perguntas da jovem platéia o Padre Marcelo Rossi, o maravilhoso ator Marcos Oliveira, a competente jornalista Érika Palomino e a banda Asa de Águia.
Achei até que o programa ficou exageradamente sério para o segmento social que procura atingir.
Será que alguém me leu e alertou as feras?
Adoraria poder dormir com a certeza de que não foi uma simples coincidência.
Sei que jamais a terei, contudo.
Finalizo agradecendo a todos que me leram e peço minhas desculpas aos que desaprovaram minha atitude, principalmente pela maneira agressiva com que expus a idéia. Mas convém lembrar Voltaire, se a memória não me é infiel, quando diz: “Quem vive entre lobos, precisa aprender a uivar um pouco”.

 
Comments:
Cheguei aqui pela comunidade espancadores de teclado. Gostei e apóio sua opinião sobre o crime. De fato, a mídia e a opinião pública são levianas quando se referem à prostituição, mas é impossivel lutar contra isso pois eles se escondem atrás das máscaras do "progresso". A desconstrução de valores bons muitas vezes é confundida com sua destruição. A primeira, ajuda a compreender e evoluir, a segunda é apenas uma masturbação ideológica dos revoltados.
Quanto as linhas abaixo, peço desculpas se lhe ofender, mas tenho o hábito de tentar fazer críticas construtivas e as faria mesmo para Tolstói (tenho de acabar com essa pretensão), mas:
O texto ficou um pouco cansativo pela extensão e tem até um certo grau de repetição. Também, a diagramação poderia ser melhor disposta para ajudar na leitura dos períodos curtos seqüenciais. Isso não diminui, porém, a qualidade argumentativa e a verdade das idéias.
Se bem-vindo, voltarei aqui mais vezes,
André Filipe
 
Gostei imensamente do seu talento aqui exposto.Isso prova que existe inteligência na internet.
 
Gostei imensamente do seu talento aqui exposto.Isso prova que existe inteligência na internet.
 
Pois é... Mudança de tempos (isso é porque estamos no período da inteligência, hehe)

Existem correntes filosóficas que classificam os períodos de evolução intelectual humana como:
A do Instinto (dos primórdios, do homem na idade da pedra)
A da inteligência (atual)
A da Razão (será a próxima)

Suponhamos que adotemos tal frente e estejamos caminhando para a da Razão... Estarei eu ficando louca?
 
Como é bom entrar no seu blog a cada semana e perceber que ainda existem pessoas inteligentes e capazes de expor sua opinião de maneira tão imparcial. Obrigada pela exposição de suas idéias...
 
É..a tv é leviana, mas não dá pra ler o seu texto até o final:

primeiro porque você diz que não é moralista, mas o texto é - profundamente moralista.

Segundo por conta do caráter conservador do seu texto. Atribuir a psicóogos e soci´logos a tutela da juventude é diminuí-la!

Mas é evidente que o tema é polêmico e você estava preparado para reações desse tipo.

Se não gostei do conteúdo, saúdo pela coragem - e pela forma!
 
É..a tv é leviana, mas não dá pra ler o seu texto até o final:

primeiro porque você diz que não é moralista, mas o texto é - profundamente moralista.

Segundo por conta do caráter conservador do seu texto. Atribuir a psicóogos e soci´logos a tutela da juventude é diminuí-la!

Mas é evidente que o tema é polêmico e você estava preparado para reações desse tipo.

Se não gostei do conteúdo, saúdo pela coragem - e pela forma!
 
Caro Sombras... és de uma gentileza que acredito sincera! Mas não perca tempo lendo meus blogs, pois estão vazios e abandonados (talvez se ache algumas fagulhas em meio a tantas palavras, mas sinceramente não vale o esforço)...

Sobre o seu texto eu discordei, digamos, "ideologicamente", mas elogiei a forma, gostei do estilo e da ousadia! Acho também que o mais importante é mesmo pensar e descobrir, analisar! isso sim é mais importante do que escrever bem, com estilo!

Mas sabe! Uma dor aos 20 anos talvez já não doa aos 40! entende? eu tenho 28 anos, gosto de escrever, mas não escrevo tanto quanto gostaria. E você?

Quando discordo de alguém, o faço para aprender...

Grande abraço! e espero poder absorver mais de ti, mesmo com minhas maneiras rudes...
 
E foi pelo Orkut, comunidade "Homens como antigamente" que encontrei seu topico e me deparei com seu seu blog com este texto fantástico! Não conheço, não li, não vo Vanessa Oliveira, mas vc consegue fazer com que ela seja alguém "desprezivel" para mim. Mas, não querendo discordar de vc, quem esta mais "suja" nesta história: Vanessa oliveira, a (ex)prostituta e agora (ré)nomanda escritora ou a mídia, as editoras que fizeram com que ela fosse o "bum" da atualidade? pessoas que se vendem (tanto o corpo como a "alma", como vc se referiu ao suposto "livro" dessa pessoa) estão vivas socialmente, mas a mídia é quem as tornam "deuses", que vem suas imagens como "exemplos" a serem seguidos. Nossa (ex)prostituta esta errada, sim, esta. Mas a Globo é mais prostituta e mais suja do que ela.
 
maravilhoso!
 
Nasce uma estrela. És criativo e bem imformado sobre nosso e outros tempos.
Cheguei via comunidade "Melhores Livros" cujo dono tb é Clístenes. Amanhã responderei lá a postagem q fizeste.
Parabéns! Sempre voltarei aqui. abraço!
 
Por acaso entrei nos tópicos da comunidade "Te amo não é bom dia" e li o seu pedido de desculpas. Como qualquer ser humano, não contive minha imensa curiosidade e ao ler sua matéria sobre a Vanessa de Oliveira não pude deixar de comentar.
Concordo plenamente com vc.A mídia (televisiva, principalmente)é uma importante formadora de opinião, não deveria tratar de assuntos tão polêmicos e contraditórios com tamanha leviandade. Não assiti ao "Altas Horas", não sei como foi dirigida essa série de perguntas. Mas conhecendo um pouco de televisão acredito, quase fielmente, em tudo q foi dito por vc.

Muito obrigada por trazer matérias de conteúdo a outro meio de comunicação tb deturpado.

Continuarei acompanhando suas publicações e espero ser bem vinda a comentários.
 
Olha, vc realmente merece aplausos!
Televisor é um lixo poderoso, você compra um e se ele não quebrar antes - vc morre sem poder se defender ou retirar de cada canto de seus ambientes familiares, os resíduos e o mau cheiro que ele e matéria "televisiva" deixaam "No Ar". É por engolir babaquices como este "Kit Prostituição, Mediocridade e Vigarice" é que muita mãe fica treinando suas filhinhas - em tenra idade (não seria crime?) - para desenvolverem os contornos da bunda, a autenticadora vaginal e a substituir o leite materno dos seios - por leite de caixinha 2(?)- ou por modulos siliconados. Ah! Os cerébros das pequeninas? Rocambole neles... as mamães, enrolam-se neles, dizendo-se extremamente zelosas com o futuro que preparam para elas. Você pôs o dedo na ferida, bebe-se lixo na mídia e ainda tem que faça disto uma universidade familiar!
Você não pode mesmo, ter a simpatia de todos. Imagine que estragou a oligofrenia geral, que é capaz de confundir a naturalidade do nu, com a putaria rídicula que chamam, mostram e vendem como cultura e entretenimento! Valeu, você é dez!!
 
Você deve ser mais um dos falsos moralistas e falsos profetas que se acham inteligentes e superiores... No mínimo, deve ter sido ou ainda é cliente assíduo de casas de tolerância e portanto deve sentir um imenso tesão em "pegar" a Vanessa. Vá praticar a covardia pobretão! kkkkk
 
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