SOMBRAS SOMENTE

20 outubro, 2006
  INCOERÊNCIA NAS CRENÇAS DIVINAS

Cristo foi enviado para a nossa salvação.
Esse é um dos preceitos da Igreja Católica, da qual sou adepto.
Ela ensina que a fé não necessita de indagação. A crença é suficiente.
Tudo bem.
Dentre as quatro religiões 'reveladas', essa é a que contém elementos mais consistentes para uma aceitação sem perguntas.
Contudo é preciso entender que o catolicismo está ancorado suavemente em um porto de propriedade de três culturas antigas e conflitantes quanto à imposição do crer sem procurar perceber.
Três âncoras a sustentam.
Os dogmas judaicos, a liturgia romana e a filosofia grega.
E sou eu um amante dos gregos.
E sou sempre um amante sem limites.
Um amante repleto de desejos obscenos.
Um amante que anseia por prazeres dionisíacos ou lúgubres.
Um amante que se entrega inteiro.
O que me faz, protegido por essa atenuante, questionar imposições da minha fé.
Cristo foi enviado para a nossa salvação.
A idéia parece ser facilmente digerida quando se habita no seio do cristianismo.
Parece.
Mas algo me inquieta.
Não sei exatamente de que maneira.
O preceito.
É isso, a idéia do preceito parece não ter coerência.
De alguma forma está inconsistente.
Vou procurar primeiro as induções que a frase oferece.
Foi enviado.
Enviado por quem?
Enviado por Deus.
Por que ele quer a nossa salvação?
Porque somos seus filhos amados, criados a sua imagem e semelhança.
Durante toda a nossa existência, sempre fomos amados por Ele?
Sim, é o que nos ensina a Igreja.
Agora enveredando por outros caminhos.
Criando premissas.
Deus sempre nos amou.
Deus enviou seu filho, Jesus Cristo, para a nossa salvação.
Sim, é isso.
Parece que encontrei.
A existência de Cristo ocupa um lugar definido no tempo.
O homem já existia antes de seu aparecimento.
Deus sempre amou o homem.
Se Deus sempre amou seus filhos, como seria possível querer que apenas aqueles que fossem nascidos na época de Cristo, ou depois dela, tivessem salvação?
Um pai amoroso não desejaria salvar a todos em qualquer tempo?
Não oferecia Deus a salvação, antes da vinda de Cristo?
As duas idéias não se casam.
Ou bem Deus sempre amou seus filhos, e todos eles tiveram oportunidade de salvação mesmo sem Cristo, ou Ele somente amou ou ama aqueles que nasceram na época cristã ou depois dela. Depois das palavras de Cristo.
Consigo me fazer entender?
Se Deus sempre amou seus filhos e procurou salvar a todos, independente do tempo em que ocorressem suas vidas, então a Igreja não deveria dizer que Cristo foi enviado para a nossa salvação.
Resumindo: Só seria coerente crer que Deus enviou-O para a nossa salvação, aceitando a idéia que apenas em determinado tempo passou a nos amar.
Mas algo ainda aparenta estar errado.
Depois eu penso.
 
Comments:
Olá amigo.
Que interessantes suas indagações.
Percebo que isso se deve a falta de informações sobre a Palavra.
Na verdade, Jesus veio (entenda-se Jesus, como a encarnação do Verbo Eterno) para manifestar na sua morte o sacrifício que já havia sido realizado antes da criação do mundo.
De modo que todos, antes e depois de Cristo, conhecendo as doutrinas bíblicas ou não, podem encontrar salvação em Deus, justificadas de seus pecados pela morte de Cristo.

A base bíblica é essa, se quer saber:

Sobre a morte de Cristo (cordeiro de Deus) antes da criação do mundo:

"E adoraram-na todos os que habitam sobre a terra, esses cujos nomes não estão escritos no livro da vida do Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo." (Apocalipse 13 : 8)

Sobre a manifestação daquilo que já havia sido feito:

"De outra maneira, necessário lhe fora padecer muitas vezes desde a fundação do mundo. Mas agora na consumação dos séculos uma vez se manifestou, para aniquilar o pecado pelo sacrifício de si mesmo." (Hebreus 9 : 26)

Espero que lhe seja útil.
 
Não sei se isso vai ajudar, mas vamos lá... Já havia salvação antes mesmo de Cristo vir. Todos aqueles que creram em Deus foram salvos. Só que a remissão dos pecados era de uma forma diferente, por isso que tinha os sacerdotes. Eram através dos sacrifícios deles que o povo era remido.
Havia um lugar chamado Santo dos Santos que era onde os sacerdotes entravam para oferecer sacrifícios (somente eles entravam lá), eles entravam com sinos para fazer barulho (blém-blém) e com uma corda amarrada aos seus pés. Caso as campainhas não tocassem mais era porque o sacerdote havia morrido, pois estava em pecado, e então os que estavam no lado de fora puxavam a corda.
Quando Jesus veio ele fez uma nova aliança: “Então, lhes disse: Isto é o meu sangue, o sangue da [nova] aliança, derramado em favor de muitos.” Marcos 14:24. Quando Cristo morreu o véu do templo se rasgou de alto a baixo provando que agora não carecia mais de sacrifícios para a salvação, mas sim de crer que Jesus é o nosso Salvador. É por isso que Paulo em suas cartas não cansava de dizer que Cristo é o nosso Sumo Sacerdote:“Porque não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; porém, um que, como nós, em tudo foi tentado, mas sem pecado. Cheguemos, pois, com confiança ao trono da graça, para que possamos alcançar misericórdia e achar graça, a fim de sermos ajudados em tempo oportuno.” Hebreus 4:15,16
A Bíblia diz : “porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor.” Rom 6:23. Um cordeiro de um ano imaculado morria para perdoar os pecados, depois Cristo morreu por nós, acabou qualquer tipo de sacrifício, o maior deles já foi feito!
 
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