SOMBRAS SOMENTE

13 outubro, 2006
  ALGUNS MOTIVOS PELOS QUAIS EU NUNCA VOTARIA EM HELOÍSA HELENA

Jamais.
O meu voto não levaria nunca.
E tenho que compreender que é razoavelmente complicado alguém aceitar os argumentos que brevemente vou expor, mas nada custa tentar.
Vejamos: Heloísa Helena é hoje uma figura bastante conceituada no cenário político nacional. Repleta de bons predicados (acredita-se), vista como uma das poucas figuras honestas do nosso congresso, uma paladina na defesa do dinheiro público, defensora ferrenha de uma melhor distribuição de riquezas e tantas coisas mais.
Contudo, para mim, que nunca caí em conto de vigário, não passa de apenas mais uma nessa displicente, para ser gentil na expressão, galeria dos representantes do povo.
Quero alertar que esta é uma opinião totalmente pessoal, e espero que ninguém se deixe influenciar gratuitamente por essa exposição sem que faça uma vigorosa análise para uma provável concordância.
Reparemos seu vestuário, modesto e comportado, parecendo querer vender uma idéia de simplicidade e comedimento em gastos pessoais, mas que me passa muito mais uma como uma estratégia de marketing pessoal bastante demagoga.
Seu discurso é forte, hábil e consistente, todavia repleto de frases prontas, decoradas e ensaiadas, proferidas mecanicamente. O que me faz lembrar alguns candidatos de outrora.
“Não seremos moleques de recado do capital estrangeiro”.
“Essa brutal e avassaladora transferência de renda...”.
Blá, blá, blá...
Mas o que foi realmente que essa pessoa que vive do dinheiro público (e com excessivo regalo, se compararmos com a imensa maioria da população) fez por esse país?
Vamos lá. Cite alguma coisa.
Não vale o esquema do Valerioduto. Isso nós vamos discutir depois.
Vamos lá.
Só uma.
Está difícil?
Tente lembrar qualquer coisa que tenha realmente contribuído para o bem dessa nação e que foi trabalho dessa excelentíssima senadora.
Procure lembrar.
É uma congressista atuante há vários anos e você não se recorda de nada que possa dar-lhe um bom crédito?
É difícil, não é mesmo?
Pois é.
Então vamos ao tão noticiado esquema do Valerioduto, que no meu entender só serviu de palanque político para alguns, inclusive para a aqui referida senadora.
Alguém foi preso?
Você é capaz de citar o nome de alguém que sofreu algum tipo de penalidade dentro dos conformes da lei?
Caramba! Roubaram milhões e milhões de reais e ninguém foi preso?
Ainda por cima vem uma tal de Comissão Parlamentar de Inquérito, desperdiçar pelo menos mais alguns milhares, senão milhões dessa mesma moeda, na esperança de usufruir por um enorme período de tempo a mídia nacional.
O dinheiro gasto com essa comissão não seria mais bem utilizado na construção de dezenas e dezenas de casas populares?
Tais comissões me dão a impressão de sermos roubados duas vezes.
E repararam que foi atenuando os ataques aos acusados à medida que se aproximava a Copa do Mundo de Futebol de 2006?
E após a copa nem se falava mais do assunto.
Hoje está enterrado.
E não venha me dizer que ela foi uma das responsáveis pela investigação. Quem tudo investigou e descobriu foi a 'Federal' e o ministério público. Ela absolutamente nada fez.
Diria até que a comissão mais atrapalhou do que contribuiu com alguma coisa.
Houve investigados convocados a depor que até debocharam da comissão. Você se lembra?
Lembra-me até uma maravilhosa frase da Indira Gandhi. “Há dois tipos de pessoas: as que fazem o trabalho e as que recebem o crédito. É melhor ser da primeira categoria, pois há menos concorrência”.
Se eu fosse um senador da república, membro de uma comissão parlamentar que estivesse investigando uma roubalheira, e se comprovada, ninguém fosse preso, renunciaria ao meu cargo.
Acredito que essa realmente seria uma atitude honesta.
Mas aonde esse pessoal vai encontrar outra mamata dessas?
E até que seria uma interessante propaganda política (se fossem mais inteligentes do que ambiciosos). Renunciava ao senado e certamente conquistaria milhões de votos a mais na corrida presidencial.
Finalizando, comparo aqui o seu programa para a candidatura à presidência com os dos antecessores.
Collor não era o caçador de marajás?
Deu no que deu.
Fernando Henrique não prometeu que, antes de deixar o governo, o salário mínimo iria para duzentos dólares?
Quando deixou o cargo esse salário não valia cem.
Lula não era a última esperança do povo? Um homem simples, operário que sempre lutou por melhores salários? Guerreiro contra a corrupção?
Depois que conseguiu o cargo não queria reajustar em quatro dólares o salário mínimo, e todos os seus mais íntimos e fidelíssimos colaboradores foram afastados por suspeita de afanar os cofres públicos. Todos. Sem exceção.
Portanto, caro amigo, cuidado com Heloísa Helena.
Não vá depois se lamentar alegando mais uma decepção.
São todos sombras e nada mais.
 
Comments:
http://www.senado.gov.br/sf/atividade/materia/Consulta_parl.asp?Tipo_Cons=15&p_cod_senador=923
 
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